15 de agosto de 2016

O Senhor é Rei dos Reis

Série: Fundamentos da Fé Cristã

Sermão ministrado na Igreja Cristã Despertar da Graça em 10/08/2016

1Tm 6.15; Apocalipse 19.1,16


Exórdio: No sermão anterior ministrei sobre o “Senhorio de Cristo”, enfatizando que para os gentios Jesus é KYRIOS. Hoje, demonstrarei que, além de Senhor, precisamos ter em mente que Jesus é também um Rei, aliás, Ele é o Rei dos Reis!
No Evangelho escrito por Marcos, lemos que depois da prisão de João “o Batista”, Jesus foi para a Galileia pregando o evangelho do Reino (Marcos 1.14). Vale a pena destacar que “Reino” foi uma das palavras mais ditas por nosso Senhor; portanto, é fundamental para todo cristão compreender o que vem a ser Reino e conhecer seus aspectos e implicações.

Curiosidade Bíblica: A expressão “Reino de Deus” aparece aproximadamente 50 vezes em Mateus, 16 vezes em Marcos, cerca de 40 vezes em Lucas, e três vezes em João. Constata-se a presença desta expressão em inúmeras parábolas, no sermão do monte, no ensino da oração do “PAI NOSSO”, em inúmeros discursos e até mesmo na cruz – (Lc 23.42).

O QUE É REINO DE DEUS? É um sistema de governo real estabelecido por Deus!

AS CARACTERÍSTICAS DO REINO

1.     É Superior a tudo o que existe neste mundo ► Ao ser interrogado por Pilatos, Cristo afirmou: “O meu Reino não é deste mundo”. (João 18.36)

2.     O Reino de Cristo é Absoluto ► Cristo reina não apenas sobre uma localidade, ele é Rei sobre toda a terra e céus – Daniel 4.32, Mateus 28.18 e 1 Pe 3.22

3.     O Reino de Cristo foi estabelecido para sempre ► No Brasil, por exemplo, o governo de um presidente dura 4 ou 8 anos, entretanto, o governo de Cristo têm duração eterna. Daniel 2.44
Ele não reinou e nem irá reinar, Ele REINA!

4.     Os súditos deste Reino são aqueles que fazem a vontade do Pai ► Medite nas palavras do governante deste Reino: Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. (Mt 7.21)

5.     O Reino de Cristo é um reino de ponta-cabeça ► O Reino de Cristo é diferente de todos os reinos que já existiram e que ainda existem neste mundo. É um Reino cujos valores são paradoxais aos deste mundo! (Marcos 9.34,35)

6.     O Reino de Cristo não é exclusivista ► Marcos 9.38-40 – “Porque quem não é contra nós é por nós” // Porque o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia. (Lucas 9.56)



Peroração: Venha para o reino todos os que estão cansados e sobrecarregados!


13 de julho de 2016

É melhor ser podado do que cortado!

Salmo 1.3; 92.12-14

Sermão ministrado na Igreja Cristã Despertar da Graça em 10/07/2016

É de suma importância observar que, a Bíblia está repleta de figuras de linguagem, analogias, metáforas e alegorias. E estas são na verdade, recursos e simbologias utilizadas pelas Escrituras para comunicar algum conceito de modo mais profundo, criativo e bonito. Dentre as inúmeras analogias encontradas nas páginas sagradas, neste sermão, analisaremos detalhadamente apenas uma, das várias analogias que são atribuídas aos justos. Permita-me, apenas, a título de conhecimento, enumerar algumas das analogias (comparações) que as Escrituras fazem dos justos.

Os justos são comparados a:

a)    Sal da terra (Mateus 5.13)
b)    Luz do mundo (Mateus 5.14)
c)    Ovelhas (João 10)
d)    Etc.

Quero ressaltar neste sermão que, uma das analogias bastante utilizadas nas páginas sagradas para se referir aos justos, é a figura da árvore. Já no primeiro Salmo lemos que, os justos serão: “como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará”. (1.3) e no salmo 92 está registrado: “O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano”. (12)
            No livro do profeta Jeremias, lemos algo semelhante: “Ele será como uma árvore plantada junto às boas águas e que estende as suas raízes para o ribeiro. Uma árvore que não se afligirá quando chega o calor, porque as suas folhas estão sempre viçosas; não sofre de ansiedade durante o ano da seca nem deixará de dar seu fruto!”. (Jeremias 17.8 – King James atualizada)
            Antes de prosseguirmos, creio ser útil registrar que o Cedro do Líbano é uma árvore imponente. É símbolo de força e eternidade, por isso, foi escolhido como emblema da bandeira libanesa. Conta-se que nos 3 primeiros anos de vida, ele alcança apenas 5 centímetros de altura, mas já possui 1 metro e meio de raízes. Seu crescimento interior é bem maior que o exterior. Depois, cresce 20 centímetros por ano, chegando a 40 metros de altura. Seu desenvolvimento é lento, sem pressa, sem precipitação, mas não se pode detê-lo. Só a partir dos 40 anos é que o cedro produz sementes, mas pode viver centenas de anos. O cedro não depende da chuva, pois suas raízes profundas buscam água diretamente dos lençóis freáticos.
                Dito isto, acredito que é necessário procurarmos então entender, qual é, ou melhor, quais são as utilidades de uma árvore.  

1.    Utilidades das árvores:
a)    Seguram o solo e impedem a erosão ► Ló em Sodoma (GN 18:23; 2 PE 2:6-9) (Noé em meio a uma geração perversa – GN 6:9 – EZ 14:14 – 2 PE 2:5)
b)    Fornecem sombra ► refugio (Atos 18:6-10)
c)    Têm matéria prima ► utilidade e quando vão, deixa o seu legado. (2TM 4:7)
d)    Geram frutos ► obras (Efésios 2:8-10 – João 15:16)
e)    Ajuda no combate a poluição ► produção de oxigênio (2 PE 2:5) - Pregoeiro

2.    Exemplos de homens cortados ► Texto: JD 1:12 à verbo DESARRAIGAR à Arrancar pela raiz ou com raízes; tirar inteiramente, extirpar ou extinguir de todo. MT 3:10 à O machado está posto à raiz.

a)    Saul ► Infrutífero – 1 SM 16:1
b)    Ananias ► Frutos defeituosos à Atos 5:2

Obs. Mateus 15.13  Ele, porém, respondendo, disse: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada.

3.    Exemplos de homens podados à Pôr limites a; tirar os excessos de, dar forma

a)    Pedroà MT 26:75 - Atos 2:14-47
b)    Paulo ► Atos 9:4

4.    Benefícios da poda

a.    Corrigir o desenvolvimento anormal
b.    Limpeza e eliminação dos órgãos (galhos, folhas, flores e raízes) velhos, doentes, tortos ou improdutivos.
c.    Rejuvenescimento e avigoramento
d.    Controle e condução

Nunca se esqueçam: É melhor ser podado do que cortado! Que a graça de Deus continue superabundando em nossas vidas!


4 de julho de 2016

A segunda vinda de Cristo à luz das Escrituras

Sermão ministrado na Igreja Cristã Despertar da Graça em 18/05/2016

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também”.
(João 14.1-3)

Antes de abordar necessariamente o assunto proposto, peço licença, paciência e permissão aos estudiosos e interpretes das Escrituras, aos teólogos profissionais e/ou vocacionados e também aos leitores em geral da Bíblia, para registrar o importante contexto que antecede aos versículos bíblicos acima mencionados. Contexto este registrado pelo apóstolo e discípulo amado de Cristo: João, no capítulo 13 do evangelho que leva o seu nome.

Através do registro joanino, percebemos que os discípulos estavam completamente aflitos e angustiados com as três péssimas noticias que acabaram de receber da boca do próprio Jesus. A primeira delas, aquela que deixou Cristo “turbado” (agitado, perturbado), segundo João, era que um dos doze escolhidos, era o traidor. (v.21)

Imediatamente, após mencionar uma traição previamente vaticinada (v.18), Cristo adverte aos seus discípulos, aqueles a quem amou até o fim (v.1), que era chegado o momento onde ele seria entregue nas mãos dos pecadores, escarnecido, injuriado, açoitado, afligido e assassinado (Ver Lucas 9.44; 18.31-34).

Para finalizar a lista de ‘péssimas’ noticias transmitidas aos discípulos num mesmo dia, Cristo testifica oficialmente que Pedro (que instantes atrás afirmara que daria a sua vida por ele) o negaria por três vezes, antes do canto do galo. (v.38)

A luz das Escrituras sabe-se que aquele foi o dia da traição, da agonia no Getsêmani, do suor transformado em sangue, da prisão de Cristo, do opróbrio, da negação de Pedro e do abandono dos discípulos. Todavia, é neste cenário conturbado, e geograficamente no cenáculo em Jerusalém, que Cristo concede aos discípulos palavras de consolo, conforto e esperança: “Não se turbe o vosso coração...”.

Cristo ao aconselhar: “não permita que toda esta situação os aflija” (Bíblia A Mensagem), na verdade estavam ordenando os seus discípulos a não ficarem aflitos, inquietos, desassossegados, entrementes, ansiosos diante de tudo o que estava acontecendo e daquilo que ainda aconteceria.

Um dos primeiros estudos que ministrei na Igreja Cristã Despertar da Graça, falava que Cristo esperava que os seus seguidores não andassem ansiosos por causa alguma. Utilizando uma linguagem humana, podemos dizer que na vida de cristão, a ansiedade pode até parecer normal, entretanto, ela nunca será legitima, pois, Cristo afirma que são os ímpios que andam ansiosos. (Mateus 6.32) Trocando em miúdos, na vida do cristão andar ansioso é sinônimo de andar em pecado!


Quando se lança o olhar sobre as Escrituras, verifica-se que muitas personagens da Bíblia tinham motivos aparentes para serem carcomidos pela ansiedade. Para exemplificar, permita-me recorrer a Jó, um justo que no mesmo dia perdeu: bois, ovelhas, camelos e todos os seus filhos. Este triste dia foi registrado da seguinte maneira por Eugene Peterson:

Algum tempo depois, enquanto os filhos de Jó estavam reunidos na casa do mais velho em mais uma de suas festas, um mensageiro veio correndo a Jó dizer: “Os bois estavam arando a terra, e os burros, pastando no campo perto de nós, quando os sabeus atacaram. Roubaram os animais e mataram todos os trabalhadores. Fui o único a sobreviver para contar o que aconteceu”.
O homem ainda estava falando, quando outro mensageiro chegou e disse: “Raios caíram do céu e fulminaram as ovelhas e os pastores. Fui o único a sobreviver para contar o que aconteceu”.
Ele ainda não havia acabado de falar, quando outro mensageiro chegou com a notícia: “Três grupos de caldeus vieram e atacaram os camelos e massacraram os peões. Fui o único a sobreviver para contar o que aconteceu”.
Enquanto ele ainda falava, outro mensageiro chegou: “Seus filhos estavam numa festa na casa do irmão mais velho quando um furacão veio do deserto e destruiu a casa toda. Os jovens foram atingidos e morreram. Fui o único a sobreviver para contar o que aconteceu”. (Jó 1: 13-19 - Bíblia A Mensagem)

Através das Escrituras, percebe-se que Jó mesmo diante de tantas notícias catastróficas, ele não se abateu, não foi afligido por ansiedade, mas, antes: se levantou, rasgou a própria roupa, rapou a cabeça e se jogou no chão. Ali, prostrado, louvou a Deus: Nu saí do ventre da minha mãe, nu retornarei ao seio da terra. O Eterno dá, o Eterno tira. O nome de Deus seja louvado para sempre”. (Jó 1: 20,21 - Bíblia A Mensagem) Repetindo as mesmas palavras de Eugene Peterson: “Mesmo atingido por tanta desgraça, Jó não pecou nem culpou Deus de nada. (v.22)


Semelhantemente a Jó, pode-se citar a viúva que foi pedir ajuda ao profeta Eliseu. Essa mulher tinha motivos aparentes também de sobra para estar ansiosa, pois, além de perder o marido, ela herdou uma divida e por causa dela estava na iminência de perder os seus dois filhos. (2 Reis 4.1)

Entretanto, acredito que ninguém mais do que o Cristo, tinha motivos aparentes para estar ansioso. Pense comigo, ele nasceu, cresceu e viveu sabendo o dia que morreria e como morreria. Cristo veio a terra, cumprir uma missão já predeterminada pelo Pai. Ele sabia que seria preso, açoitado, afligido, escarniado, traído, negado, abandonado e acima de tudo, sabia que experimentaria a ira de Deus, porque mesmo não tendo pecado, “o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”. (2 Coríntios 5.21)

É nessa situação angustiante, sabendo que a hora de morrer havia chegado que Cristo assevera, procurando acalmar o coração dos discípulos dizendo: “Não se turbe o vosso coração”. E não parou por ai, foi nessa mesma hora que ele tornou a falar acerca de sua segunda vinda: “E, quando eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também”.

Dito isto, passamos a falar propriamente agora, acerca da segunda vinda de Cristo.

Ponderações necessárias:
:
1.    Não tenho a pretensão de esgotar o assunto e nem conseguirei responder a todos os questionamentos acerca da segunda vinda de Cristo, entretanto, afirmo que esta doutrina é um dos pilares da fé cristã.

2.    A segunda vinda de Cristo é certa ► É de meu conhecimento, que muitos homens e mulheres da atualidade não aceitam a verdade da segunda vinda de Cristo. Muitos teólogos e até mesmo pastores estão vociferando que o ensino da segunda vinda de Cristo é uma utopia. Infelizmente, a incredulidade faz com que tais pessoas, acreditem somente naquilo em que querem acreditar. Na verdade, muitos quando não gostam ou não conseguem conceber uma coisa, procuram emitir uma explicação qualquer, apenas com a finalidade de eliminar aquilo que os incomoda.

Confesso que me causa espanto, perceber que muitos “cristãos” acreditam em tudo o que é noticiado nos meios de comunicação que, diga de passagem, são meras palavras e opiniões de homens falíveis, todavia, por outro lado, se recusam em acreditar na infalível e poderosa Palavra de Deus.

3.    O apóstolo Pedro afirma que muitos religiosos dos tempos de Cristo falharam em distinguir entre as profecias que relatavam sua "primeira vinda" e aquelas que relatavam a sua "segunda vinda”. Em sua primeira carta esta confusão foi relatada da seguinte maneira:

“Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os {ou as paixões} sofrimentos que a Cristo haviam de vir e a glória que se lhes havia de seguir”. (1Pe 1.10,11)

Através das Escrituras entendemos que em sua primeira vinda, Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29), porém, no segundo advento, Jesus virá como o Leão da tribo de Judá que “venceu para abrir o livro e os seus sete selos” (Ap 5.5). Na sua primeira vinda, Jesus ganhou uma coroa de espinhos (Mt 27.29), entretanto, no segundo advento ele terá uma coroa de ouro (Ap 14.14). Na sua primeira vinda, Jesus teve na mão o cajado do bom pastor; todavia, na segunda, Ele terá na mão uma foice afiada (Ap 14.14).

Na sua primeira vinda, como homem Ele morreu para nossa "JUSTIFICAÇÃO". Três dias depois, ele ressuscitou e agora, vive à destra de Deus para nossa "SANTIFICAÇÃO", e na sua segunda vinda, ele virá como um Rei, e será para a nossa “SALVAÇÃO” "GLORIFICAÇÃO".

Sobre esta verdade no que diz respeito a sua segunda vinda, o escritor aos Hebreus admoestou: “assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação”. (9.28)

4.    A segunda vinda de Cristo será o cumprimento de inúmeras profecias bíblicas ► Profetas no A.T, o próprio Cristo, os apóstolos e até mesmo seres celestiais predisseram a segunda vinda. Vejamos alguns textos separadamente:

a)    A profecia no Antigo Testamento

Daniel 7. 13,14 - Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino, o único que não será destruído.

b)    O testemunho do próprio Cristo

Mateus 16. 27 – "Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras". 

Mateus 24. 30, NVI - “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória” (Mt 24.30, NVI).

Mateus 25. 31,32 – "E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas". 

João 14. 2,3 – "Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também". 


c)    O testemunho de seres celestiais

Atos 1. 10,11 – "E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? ESSE JESUS, que dentre vós foi recebido em cima no céu, HÁ DE VIR ASSIM como para o céu o vistes ir". 

d)    O testemunho dos apóstolos

PAULO - "Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas". Filipenses 3:20-21. 

"Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo". Tito 2:13. 

"Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação". Hebreus 9:28. 

TIAGO - "Sede pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor". Tiago 5:7. 

PEDRO - "Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade".  II Pedro 1:16. 

Pedro se refere à transfiguração de Cristo no monte (Mateus 17:1-5), que foi um tipo de Sua Segunda Vinda. Moisés foi um tipo da "ressurreição dos santos", e Elias dos que devem ser levados para o céu sem morrer. Pedro, Tiago e João foram um tipo do remanescente judeu que deverá vê-Lo quando Ele vier, e os discípulos restantes no sopé do monte, incapazes de expulsar o demônio do menino, aqueles professos seguidores de Jesus que serão deixados para trás no arrebatamento, e que serão incapazes de expulsar os demônios das pessoas possessas durante esse período. 

JUDAS - "E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos; Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele". Judas 14:15. 

JOÃO - "E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não sejamos confundidos por ele na sua vinda". I João 2: 28. 
"Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém". Apocalipse 1:7. 

e)    O testemunho da Ceia do Senhor

"Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha". I Coríntios 11: 26. 

A Ceia do Senhor não é uma ordenança permanente. Ela será interrompida quando o Senhor voltar. É um memorial. Ela remete para a "Cruz" e aponta para a "Vinda". Um anel de noivado não se destina a ser permanente. É simplesmente uma promessa de amor mútuo e lealdade, e dá lugar ao anel de casamento. Então, a Mesa do Senhor pode ser vista como um compromisso de noivado deixado para a Igreja durante a ausência de seu noivo. 

Paulo em todas as suas epístolas refere-se 13 vezes ao batismo, enquanto que a volta do Senhor 50 vezes. Um verso em cada 30 no Novo Testamento refere-se a Segunda Vinda de Cristo. Há 20 vezes mais referências no Antigo Testamento para a Segunda Vinda de Cristo do que Sua Primeira Vinda. 

5.    Segundo João Calvino, na segunda carta aos tessalonicenses, o apóstolo Paulo enfatiza que a segunda vinda de Cristo também será uma vingança para aqueles que não conhecem a Deus e para os que não obedecem aos seus mandamentos. (2 Ts 1:8) O mesmo Calvino, afirmava que a não obediência ao Evangelho é na verdade uma declaração de guerra contra Deus.


Minhas reflexões












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01 - EU VEJO DEUS NA MINHA VIDA! (Testemunho)

02 - PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA UM CASAMENTO BEM SUCEDIDO

03 - SE DEUS NOS AMA PORQUE ELE ENTÃO PERMITE O SOFRIMENTO

04 - NOVO NASCIMENTO - (O que Jesus espera de seus seguidores)

05 - ARREPENDIMENTO - (O que Jesus espera de seus seguidores)

06 - ENTRAR PELA PORTA ESTREITA - (O que Jesus espera de seus seguidores)

07 - ARCAR COM AS DEMANDAS -  (O que Jesus espera de seus seguidores)

08 - SEGUIR A CRISTO COM A MOTIVAÇÃO CORRETA -  (O que Jesus espera de seus seguidores)

09 - BUSCAR A HONRA QUE VEM DE DEUS - (O que Jesus espera de seus seguidores)

10 - NÃO SE PREOCUPAR COM AS NECESSIDADES DO DIA A DIA -  (O que Jesus espera de seus seguidores)


Artigos

01 - UMA “IGREJA” CHAMADA ALPENDRE DE BETESDA - 22/03/2009

02 - 

Sermões

Prezados irmãos e amigos,

Que a Graça de Deus continue superabundando em nossas vidas!

Atendendo a solicitações de muitos, estou disponibilizando neste blog, os esboços dos grandes sermões que Deus me deu!


01 - O aparecimento do antiCristo, o vigário de Satanás

02 - A apostasia dos últimos dias 


03 - A segunda vinda de Cristo à luz das Escrituras 


04 - É melhor ser podado do que cortado!


05 - O Senhor é Rei dos Reis



30 de junho de 2016

A apostasia dos últimos dias

Sermão ministrado na Igreja Cristã Despertar da Graça em 29/06/2016



Mateus 24. 10-13; 2 Ts 2.1-3


Conforme mencionei em sermões passados, inúmeros intérpretes das Escrituras afirmam que a segunda carta escrita por Paulo aos tessalonicenses, tinha dois propósitos específicos, a saber: 1) Esclarecer dúvidas dos crentes de Tessalônica acerca da segunda vinda de Cristo; e 2) Advertir sobre falsas epístolas, falsas revelações e ensinamentos errôneos que estavam infiltrando e provocando comportamentos nada apropriados para os cristãos daquela cidade.

Já é do conhecimento de alguns que, particularmente, defendo a visão de que a apostasia é um dos sinais que antecederão a segunda vinda de Cristo (parousia) e, para validar o meu posicionamento, peço-lhes que atente bem para as palavras inequívocas de Paulo “porque não será assim sem que antes venha à apostasia... (2 Ts 2.3 - grifo meu). Note que, o apóstolo deixa muito claro que a segunda vinda de Cristo, ou nossa reunião com ele (v.1), não acontecerá sem que antes a apostasia viesse. E, seguindo a linha de raciocínio de Paulo, deduzimos que, primeiro virá a apostasia e depois a manifestação do anticristo, portanto, o anticristo se manifestará em meio a tempos terríveis.

Mas o que vem a ser apostasia?
Na língua grega, o termo apostasia denota sentindo de “afastamento”, e à luz das Escrituras, entendemos que na verdade trata-se de um desvio ou abandono deliberado da fé. É também uma relativização dos valores absolutos das Escrituras. É um negar da essência do Evangelho. É interessante reforçar que o próprio Jesus deixou a instrução de que, dentre tantas coisas que aconteceriam, a sua segunda sua vinda seria precedida de uma grande ausência de fé na terra. Leia atentamente uma de suas inquirições: “Quando, porém, vier o Filho do Homem, porventura, achará fé na terra?”. (Lucas 18.8)

Naturalmente, pode-se afirmar que, a apostasia além de ser um dos sinais inequívocos da segunda vinda de Cristo, é também uma prova inconteste da atividade maligna dentro das igrejas, ou nas palavras de Paulo, a operação do erro (um poder sedutor) que leva indivíduos a questionar e relativizar todas as coisas essenciais da sã doutrina.
Ao estudarmos sobre a apostasia, precisamos considerar alguns pontos fundamentais, dentre eles, destaco:

1.    A saúde doutrinária das comunidades cristãs era uma preocupação constante dos ensinamentos de Paulo
É muito importante entendermos que uma doutrina sã gera uma igreja saudável, porém, um ensinamento doente, gera uma igreja apóstata! À luz dos escritos paulinos, percebemos que, a saúde doutrinária das igrejas era uma preocupação constante na vida do apóstolo da graça. Já no relato de Lucas, vemos nitidamente essa preocupação quando, ao discursar para os anciãos da igreja em Éfeso, ele asseverou: “Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si”. (Atos 20.29,30)

Posteriormente, lemos várias advertências de Paulo neste sentido. Por exemplo, em sua segunda carta aos coríntios, ele afirmou: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo”. (2 Coríntios 11.3) E, nesta mesma carta, dez versículos depois, ele registrou: “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo”. (2 Coríntios 11.13)

Também lemos nas duas cartas endereçadas a Timóteo, essa mesma preocupação do apóstolo:
Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência... 1 Tm 4.1,2

Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores {ou instruidores} conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. 2 Tm 4.3,4

2.    A apostasia como negação ou corrupção da verdade, à luz da segunda carta de Paulo aos tessalonicenses, capítulo 2, verso 3, pode surgir de:

a)    Falsas revelações – (espíritos, por exemplo, na NVI é traduzido por profecias) ► Paulo adverte sobre algo que é muito usado nos dias de hoje principalmente nas igrejas neopentecostais.  Infelizmente, não é difícil encontrar alguém “reivindicando” para si, uma nova “revelação” divina.  Ouve-se de maneira abusiva e autoritária expressões tais como: “O Espírito me falou", "Deus me revelou" ou “Tive uma visão de Deus”, expressões populares e incoerentes teologicamente.

b)    Construções doutrinárias deturpadas – (palavra, pregação e ensinamentos desconexos com as Escrituras) ► Um novo mover, uma nova unção, uma nova maneira de enxergar, novidades, modismos e invencionices e muito mais... Tudo isso sendo maciçamente divulgados nos templos cujo deus é Maamom.

·         Teologia da prosperidade
·         Teologia dos “atos proféticos”
·         Teologia dos “judaizantes”
·         Teologia Neopentecostal – Essa relativizou as escrituras dando ênfase às novas revelações supostamente oriundas do “Espírito”.
Obs. Afirmo com toda convicção que creio em revelações do Espírito, entretanto, todas as revelações são necessariamente reafirmações do que está escrito nas Escrituras Sagradas.
·         Negação do nascimento virginal de Cristo
·         Negação da morte de Cristo em favor dos seres humanos
·         Negação da ressureição de Cristo
·          etc.


c)    Falsos escritos – (epistola) ► Sabe-se que, antigamente, era comum honrar um autor famoso atribuindo uma nova obra a ele, todavia, a dita homenagem poderia ser também na verdade uma excelente maneira de perpetuar uma ideia ou ajudar a propagação de uma mentira.

Paulo, ao dizer “não se deixem abalar ou alarmar tão facilmente por epístola”, na verdade estava admoestando os irmãos a não darem créditos aos falsos escritos (falsas epistolas) que andava circulando na época, escritos que supostamente vinham dele ou de outro apóstolo de Cristo.

3.    Qual deve ser a nossa postura em relação à apostasia?

a)    Vigilância constante em cima do que aprendemos ► “Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar, com lágrimas, a cada um de vós”. Atos 20.31
b)    Não negligenciarmos a doutrina a nós ensinada ► Hebreus 2.1 - Por isso é preciso que prestemos maior atenção ao que temos ouvido, para que jamais nos desviemos. (NVI).
c)    Ficando firmes e conservando as doutrinas bíblicas ► “Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa”. (2 Ts 2.15)

d)    Rejeitando qualquer novo ensinamento que contradiz as Escrituras ► “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. (Gálatas 1.8,9)